Li no blog da MC que ela tentou ver Batman esses dias e teve que ver o Panda porque não havia mais ingressos. Pois muito bem. Ontem fui, feliz, na ingeuidade, ver o Batman das 22:20 no cinemark. Cheguei lá às 22h e a fila para o Batman ia até o estacionamento, mas a do Panda, ah, a do Panda ia só até a loja abusiva de lanches. Não havia mais Batman, nem Panda, nem Hancock, nem nada. As pessoas já estavam, desesperadas, se atracando nos DVDs à venda lá do Bourbon, sabe a promoção de 9,90? Pois é, tivemos que apelar tb e até achamos uns bons filmes baratinhos. Trainspotting e O Passageiro do Futuro (ficção científica trash) por 9,90, e Na Teia da Aranha por 12,90. Vimos o último, muito bom! Já conhecia o Dr. Alex Cross do Beijos que matam.

Tá! Vocês vão dizer que eu tô loca então, de querer chegar 20 minutos antes para ver o Batman, numa quarta-feira que é o dia barato do cinemark, em época de férias!! Tudo bem, como disse, fui ingênua, mas juro que nunca tinha visto aquele cinema/shopping/estacionamento tão cheio!!

Por isso o Batman e o Coringa são dois bons rapazes, eles e os atores que os interpretaram. Bons rapazes porque se comportam como um bom, um excelente produto de mídia de massa deve se comportar!! A mídia de massa tem um alto custo de produção e distribuição (principalmente), e quanto mais lucro trouxer melhor, por isso é baseada na cultura da celebridade, daquilo que é incrivelmente popular e atrai o maior número de pessoas. E esse filme do Batman, que eu nem vi (nada de spoylers nos comentários) está atraindo uma audiência absurda para si, para o Panda, para o Hankock, e até mesmo para os filmes baratos e velhos à venda no Bourbon.

Ele atrai porque é de massa, ou seja, há muitas pessoas interessadas, independente do nicho. Pessoas de diferentes interesses querem ver o filme. O filme é bom. Quanto mai sgente vai ver, mais fala bem, e manda mais gente ainda. Também, quem não se identifica com o Batman, se identifica com o Coringa. Quem não curte nem um, nem outro, vai pelos efeitos visuais. Quem não gosta mesmo acaba indo arrastado para falar mal depois. Isso fora quem vai porque um dos atores morreu e o outro foi preso! Vejam que profissionais comprometidos com o produto que vendem! Dispostos às últimas conseqüências para promover a marca e o filme! E como uma boa mídia de massa, enchendo o pote até a boca de audiência, deixando transbordar e pingar sobre os coleguinhas!

OBS: e eu ainda quero ver, mas como tenho uma paciência para filas vou deixar para o mês que vem!

Update: e aqui uma análise profi que tem há ver!



Categoria: Bobagem grande, Entretenimento, Même, Procrastinar
By Sandra | 18/07/2008

The Bucket List (A Lista da Bota - ou coisas para fazer antes de morrer)

Bom, a Penkala mandou então farei o Meme, apesar de detestar essas listinhas… planejar o que vai se fazer até morrer é quase como planejar a morte! Sei lá…
Como não gosto muito, vou botar meio avacalhado, tá? Nazi do meme.
Acho que não tem nada sobre isso nas regras

Regras da nazi do meme
“Regulamento, porque somos os nazis do meme:
1) Escrever uma lista com 8 coisas que sonhamos fazer antes de morrer;
2) Convidar 8 parceiros(as) de blogs amigos para responder também;
3) Comentar no blog de quem nos convidou;
4) Comentar no blog dos nossos(as) convidados(as), para que saibam da “intimação”;
5) Mencionar as regras.”

1. Tomar banho na Fontana de Trevi;
2. Beijar um tigre em pleno uso das faculdades físicas e mentais;
3. Chegar no post 300 do blog;
4. Terminar a dissertação;
5. Andar de cipó (é assim que se escreve?);
6. Nunca deixar de estar na contramão da humanidade;
7. Ver Macchu Picchu (ok, esse é sério, tb não sei como se escreve);
8. Não escrever mais listas como esta!

Bom, a Penka citou quase todos os blogueiros que conheço, então invoco a loraça-belzebu (tu ainda lê esse blog?)



Categoria: Bobagem grande, Cibercultura, Cultura, Entretenimento, Ficção, Filmes, Futuro, Gadget, Nerd
By Sandra | 18/07/2008

Ontem deu na Band um dos maiores clássicos de todos os tempos.

Um filme de qualidade, que contem, provavelmente, a melhor cena da história do cinema!!

It speaks for it self!!



Categoria: Bobagem mínima
By Sandra | 01/07/2008

Reunião dos participantes do movimento de independência do RS????

Quando fiquei sabendo que neste domingo passado haveria Grenal e concurso da Caixa, rapidamente decidi que não poria o nariz para fora de casa. Rápido demais, né fofi, porque o Maridão já estava preparado para participar de ambos os eventos. Sim, o concurso da caixa ele já tinha se inscrito há tempos, e como agora quebrou o bracinho (mas isso é outro capítulo) certamente eu teria que levá-lo. E sim, o bracinho quebrado e o gesso pesadão não o impediriam de participar do fenômeno efervescente que é um Grenal no Olímpico Monumental (felizmente da prova para o jogo ele iria de táxi).

Quando fiquei sabendo da existência de um movimento separatista do RS, achei o máximo. Claro que na época eu tinha 12 anos (sim, faz tempo, chuiff) e achava o máximo tudo o que era apresentado a mim pelas pessoas que representavam os papéis de formadores de opinião no meu mundinho. Sendo que o meu mundinho era resumido em 2 quadras. Então tá, quando naquela época um vizinho meio louco me disse que era separatista, e veio com o discurso de que o restante do país era sustentado pelo RS, achei realmente o máximo. E me intitulava: Sandra B., 12 anos, separatista.

Com o tempo, (15 anos, chuif), aprendi que o RS não sustenta todo o país, que a Revolução Farroupilha foi uma palhaçada liderada por uma elite que queria mais dinheiro, e que o RS pode até ser diferente do restante do Brasil, mas todos os estados são diferentes entre si. E finalmente que não! Acima de Passo fundo não é todo mundo Bahiano!!

Mas de volta ao domingo. Marido e eu saímos de casa uma hora e meia antes da prova, já que ele tinha que chegar uma hora antes. E ao chegar na João Pessoa, aproximando-se da esquina da Ipiranga… surpresa: tudo trancado! Sim, esquina da Ipiranga, porque moramos no centro, mas a prova dele era no Partenon, já que os colégios do centro (que estavam com filas no dia) estavam ocupados com os moradores do Partenon.

Mas tudo bem né. Tranqueira. Num domingo de manhã!!

Tranqueira é aquela coisa que a gente entra que nem um pato, quando menos espera já tá no meio dela e não tem como sair. Tranqueira tem sabor de purgatório pois é como se a gente deixasse de existir por aquele momento. Ao mesmo tempo vemos insurgir as formas mais irracionais do nosso comportamento.

Tranqueira no transito é aquela coisa que no início a gente critica os outros por estarem buzinando e no final já está com a mão afundada na buzina e disposta a atropelar alguém, qualquer alguém.

Agora, tranqueira no domingo é aquela coisa que tem sabor de sangue fervilhando de raiva na veia. Tem sabor de infarto fulminante aos 30 anos que ninguém sabe o porquê.

Fica-se naquele limbo, um mar de carros parados sem saber o motivo. Até que nos aproximamos do foco e vemos… vemos os cavalinhos do piquete passeando na avenida. Vemos a meia-dúzia de jumento tocando gaita, comendo bergamota e tomando chimarrão na ponte da esquina da Ipiranga com a João Pessoa. Vemos os azuizinhos correndo de um lado para o outro que nem barata tonta. Vemos os dois jumentinho carregando a faixa e… mas o que tá escrito nessa porra? Independência do RS? Are you fucking serious????

Tranqueira no domingo, causada pelo movimento separatista do RS que precisou se reunir em um dos locais mais movimentados da cidade tem sabor de: prepara a metralhadora e o lança-chamas que baixou o Johnny Rambo e só saio daqui com o serviço bem feito! Qualidade Johnny Rambo!!

Hellow! Tranqueira num domingo que já tem concurso na cidade e Grenal. Hellow, trancar uma rua importante em domingo de concurso e Grenal? Palmas para quem merece o troféu da tacanhisse do ano.

Sabe?!! E…NÃÃÃO!! Não vai se separar! Get over it!!

Domigo que vem quero passear com meu gatinho e fazer tricô. Será que consigo que fechem a esquina democrática para mim?



Categoria: Metablog
By Sandra | 01/07/2008

Atenção para o muro das lamentações:

Em primeiro lugar peço desculpas pelo abandono momentâneo do blog. Aconteceu por falta de tempo e por erros no sistema que o tiraram do ar por uns tempos.

Em segundo lugar, mea culpa de novo por não ter percebido a quantidade de comentários que estavam a horas esperando aprovação. Não tinha nem me dado conta que era necessário aprovar comentários. Aliás, já mudei isso e se tudo der certo os comentários devem entrar direto.

Em terceiro lugar, informo o endereço par assinar o Feed do Blog

http://www.sandrabmz.com/bobagemminha

Isso deve funcionar por hora. Mas vou tentar fazer com que funcione pelo endereço http://www.bobagemminha.com



Bem vindos ao novo Blog, novo endereço e novo design!

Ah, essa Web 2.0 (ou como você quiser chamá-la) é para deixar qualquer um tonto! Eu já perdi a conta de quantos serviços, ambientes ou espaços online eu já me cadastrei e usei por aproximadamente 5 minutos. É um excedente de informações nauseante, que confunde, embaralha a vista e faz com que a maioria das pessoas simplesmente desista de utilizar qualquer coisa. Mas o lado bom, é que quando a gente passa essa fase perdida, começa a saber identificar os serviços que realmente valem para alguma coisa, e aprende a tirar proveito da situação.

Pegamos um social bookmarking aqui, um ambiente de fotos ali, criamos um blog, usamos o Googl docs, um serviço de feeds, e nos cadastramos em diversas redes sociais com finalidades diferentes para obter informações sobre amigos, contatos e assuntos de interesse. Simples, não? NÃO!!

Depois de estar fazendo parte de tudo isso comecei a me perguntar qual o sentido dessa pulverização da rede? Será que uma organização destas informações daria mais sentido a tudo isso? Ou será que o charme da Web é sua falta de organização, que leva as pessoas a desbravarem, descobrirem?

Por essas questões (e lendo Goffman - A Representação do Eu no Cotidiano), cheguei à conclusão que existem dois lados. O meu lado que quer tornar acessível certas informações pessoais, profissionais e acadêmicas na internet. E o lado dos outros, que encontram, ou querem encontrar informações minhas e/ou de outras pessoas.

Quanto ao meu lado:
Não sei se pode haver um consenso quanto ao melhor processo para encontrar informações na web. Se desbravando ou recebendo-as em um pacotinho. A verdade é que o pacotinho é uma mera tentativa de organizar os pontos mais relevantes. Mas certamente, muita coisa fica de fora, o que não elimina o desbravamento. A questão, é que meu lado obssessivo me obrigou a ao menos tentar reunir tudo.

Reunir fisicamente é claro, em um mesmo domínio. Pois essa aglutinação não faz com que de repente todas as informações encontradas sobre mim em todos os ambientes em que me encontro sejam coerentes. E isso gera novas questões. Quantas Sandras Bordinis Mazzocatos existem na web (se é que é possível contar)? Existem diferenças de um ambiente para outro?

Quanto ao lado dos outros
Esse lado pode ser dividido em dois grandes (ou não tão grandes) grupos: os que já me conhecem (ou ouviram falar) e querem obter informações minhas (ou obtém por livre e espontânea pressão) e os que me acham por acaso. Quanto ao primeiro grupo é possível que encontrem essas informações de forma mais fácil se essas estiverem organizadas. Quanto ao segundo grupo ao encontrarem uma coisa, esta possivelmente levará às outras havendo a organização. Em ambos os casos o desbravamento não é eliminado, pois uma informação puxa as outras. A existência de elos entre elas, ou de um site que disponibilize tudo garante a possibilidade de acesso.

Mas vai dizer que tudo isso dá um maior sentido nas relações estabelecidas na web?? Não tenho idéia.

Devido essa pulverização de serviços existe uma nova tendência na web 2.0 que tem a finalidade de organizar, ou reunir várias informações existentes sobre uma pessoa no ciberespaço. É uma nova maneira de interagir online que recebe o nome de Lifestreaming.

O processo é simples. Aquele que estiver interessado em fazer um resumão de sua vida online cadastra-se em um destes ambientes e nele, fornece informações sobre outros serviços que esteja cadastrado na web. Assim, o ambiente lifestreaming em questão coleta e disponibiliza (seja em seu espaço, seja por email) todas as atualizações que forem feitas nos serviços cadastrados. Ou seja, disponibiliza um resumão de tudo o que eu fiz em todos os serviços cujas informações disponibilizei, seja o orkut, flickr, delicious, twitter, etc. Ainda dá para escolher se queremos ver somente as nossas atualizações, ou se também queremos as atualizações de amigos ou contatos.

Mas a diversidade na web é tão grande que mesmo dentro de uma suposta categoria de serviço, no caso o lifestreaming, é impossível dizer que todos os ambientes disponíveis comportam-se da mesma forma. Alguns dão mais ênfase à “microblogagem” (o que não é lifestreaming), mas com algumas opções de lifestreaming, outros dão mais ênfase a atualizações mesmo.

Mas repetindo a pergunta

Mas vai dizer que tudo isso dá um maior sentido nas relações estabelecidas na web??

Penso que a moral não é dar um maior sentido, na verdade não há moral, nem sentido. É apenas uma nova tendência com seus prós e contras que pode dar o que falar ou não.

Aparentemente, no que diz respeito ao marketing já deu! Principalmente no marketing pessoal, ou no que agora é chamado de Social Media U, conjunto de técnicas que podem ser utilizadas para tirar maior proveito da Web 2.0. Dentre elas a preferida entre os publicitários: a de Personal Branding.

Por isso o meu site + blog personalizado + currículo + portifólio! Eu estava cuidando do meu “Personal Branding” e esquecendo de utilizar o nome chique!



Categoria: Bobagem mínima, Maffesoli, Pós-moderno
By admin | 04/05/2008

(ou: devaneios de um domingo)

Graças a meus vizinhos que fazem um escândalo de morte aqui na rua cada vez que tem um jogo (qualquer jogo, não precisa ser final de porra nenhuma!!) fico próxima do meu objeto de estudo!

Chamei-os de medíocres, dizendo que amanhã suas vidinhas continuam as mesmas enquanto os jogadores por quem eles torcem serão contratados ganhando salários milionários graças aos trouxas que continurão aqui na rua.

Mas que falha terrível… chamo-os de medíocres enquanto escrevo sobre o bom senso popular ou conhecimento comum de Maffesoli. Ou que o popular costuma ser criticado por não ser unificado e por trazer doses de subjetividade. Justamente enquanto berravam me perguntava, eu, se o “mundo objetal” que triunfa na pós-modernidade não seria muito superficial, levando consigo, assim toda a dinâmica da ética da estética, dos grupos de interesse nas redes fragmentadas, para a condição de improdutiva, irrelevante.

Será que leva ou não leva? Será que importa seu nível de aprofundamento? Será que a questão não é somente se ocorre ou não?



Categoria: Arte, Bobagem mínima, Cultura, Entretenimento, Teatro
By admin | 28/04/2008

Quem me conhece sabe que não curto samba, aliás nem sou muito de música brasileira.

Sim, podem me chamar do que quiserem, nem ligo. A verdade é que não suporto pagode, não curto axé (ok, não mais), vomito com o funk do morro, créu ou assimilados. Tenho horror dessas cantoras metidas a cult como Fernanda Porto, Kassia Eller, Adriana Calcanhoto com ódio especial à Fernanda Takae (não vou expressar especificamente o que sinto por esta pessoa para não ser confundida com uma psicopata). Gosto um pouco de Vanessa da Mata e bastante de Maria Rita, apesar de… (sorry) não ser a Elis (The Queen).

Sou mesmo é do Rock! (”ná, ná, ná o diabo”)

Mas Chico Buarque não é samba, Chico Buarque não é pagode, Chico Buarque não é funk e Chico Buarque não é cult. Chico Buarque, caros leitores, é simplesmente, Chico Buarque!!

Mas esse “simplesmente” pode ser traduzido pela maior genialidade e complexidade musical de todos os tempos. Sim, o Chico é genial!! A música dele não se encaixa em nenhuma categoria porque é a sua própria categoria. Mas categoria de algo maior que engloba melodia, poesia, sinfonia e cultura, tudo isso funcionando em perfeita harmonia.

Por isso, amigos, quando me virem cantando Chico, não se espantem. Não significa que gosto de Samba, mas sim de Chico! E tudo isso é para contar que fui assistir a montagem de A Ópera do Malandro do grupo Coro dos Contrários. E me emocionei ao visualizar músicas que sempre amei dentro de um contexto. O texto da peça, musicada por Chico Buarque, foi de construção coletiva, organizado por Luís Antônio Martinez Correa, baseado na Ópera dos Mendigos, de John Gay, e na Ópera dos Três Vinténs, de Kurt Weill e Bertolt Brecht.

A peça, com exceção de alguns atores que cantam muito baixo, está excelente. Destaque para os atores que representam o Max (malandro principal) e a Vitória (mãe da protagonista). E destaque mais que destacado para o ator que interpreta Geni, a rainha dos detentos, das loucas e dos nazarentos, que interpreta divinamente uma das músicas do Chico que mais gosto (não encontrei um site com os nomes dos integrantes do elenco).

A peça é apresentada no teatro Bruno Kiefer da Casa de Cultura Mario Quintana e a temporada foi prorrogada até dia 4/5. O ingresso é 20 Reais e tem desconto de 50% para estudantes.

Vale a pena!!!



Categoria: Bobagem mínima, Cibercultura, Uncategorized
By admin | 10/04/2008

Ontem fui no FILE com meus aluninhos, no Santander Cultural.

A idéia de ir na exposição veio porque (como não é segredo para ninguém) os conceitos de arte, comunicação, tecnologia já se mesclam a muito tempo. Normalmente os suportes tecnológicos utilizados na comunicação são aproveitados na arte, e vice-versa. um exemplo disso é a Pop Art que brincava com cultura pop, tipos de impressão, estética de quadrinhos e visual simulando retículas. Ou alguns trabalhos do artista Miró, como os que já estiveram em exposição no próprio Santander, em que ele utilizava a serigrafia.

Andy Warhol

A arte normalmente contribui com uma visão crítica destas manifestações.

Uma visão crítica quanto aos meios de comunicação de massa já existe desde a escola de Frankfurt. É interessante porque criticavam os meios massivos por alienar a população, enchendo as cabeças dos coitadinhos com banalidades e fazendo com que perdessem o interesse em obras genuínas. Ao mesmo tempo defendiam que uma verdadeira obra de arte deveria ter uma áura inalterável e irreproduzível. Alguns aninhos depois (1960), Lygia Clark cria a série “Bichos” transformando o espectador da obra de passivo em participante. A obra consistia em esculturas de alumínio com dobradiças, e era permitido às pessoas que alterassem a forma, mechendo nos objetos. Com isso, a artista criticava a própria noção de sacralidade da obra de arte, defendida pela escola de Frankfurt, e da autoria única.

Bichos - Lygia Clark

A arte normalmente contribui com uma visão crítica destas manifestações.

Uma visão crítica quanto aos meios de comunicação de massa já existe desde a escola de Frankfurt. É interessante porque criticavam os meios massivos por alienar a população, enchendo as cabeças dos coitadinhos com banalidades e fazendo com que perdessem o interesse em obras genuínas. Ao mesmo tempo defendiam que uma verdadeira obra de arte deveria ter uma áura inalterável e irreproduzível. Alguns aninhos depois (1960), Lygia Clark cria a série “Bichos” transformando o espectador da obra de passivo em participante. A obra consistia em esculturas de alumínio com dobradiças, e era permitido às pessoas que alterassem a forma, mechendo nos objetos. Com isso, a artista criticava a própria noção de sacralidade da obra de arte, defendida pela escola de Frankfurt, e da autoria única.

Em 1964 foi a vez de Helio Oiticica com seus Parangolés que para o criador é uma obra que só se completa com a interferência do espectador, com a vestimenta, o movimento, a dança.

Esse posicionamento contra uma unilateralidade da mensagem exposto na arte relaciona-se com outras críticas do campo da comunicação, como de autores como Ezensberger que falam da liberação do pólo da emissão. Assim, percebe-se que a crítica quanto à interação de mensagens, seja na arte, seja na comunicação é algo já existente a muito tempo, que insurge quase como um vitalismo de baixo para cima.

Recentemente o que se encontra muito em exposições são visões artísticas do formato digital. Já na Bienal do Mercosul em 2007 muitas obras expressavam o excedente de informações experienciado no cotidiano, e a mescla de referências diversas da pós-modernidade.

A FILE é bem mais focada no mundo digital. As interações são todas reativas (apesar de que as mútuas sempre acabam acontecendo de uma maneira ou de outra), mas o interessante é a exploração quanto a todos os tipos de “input” que uma pessoa pode realizar num programa de computador ultimamente. É a evolução da interface. Muitas obras se restringem a cliques no mouse, o que faz com que sejam (para mim) simples formas de inspiração para design. Outras, no entanto brincam com movimento do próprio corpo, a captação da sombra do participante no chão, o virar de páginas de um livro físico, touch screen e até mesmo o soprar de poeira captada por uma câmera. Idéias muito interessantes e inspiradoras, no entanto nada revolucionário. Como disse, muita diferença no “input”, mas o funcionamento parece ser o mesmo.

Um exemplo da “mesmice” é uma obra (não anotei o nome, sorry) em que uma câmera no teto produz imagens no chão nas quais o espectador interage como em um jogo de videogame. O “input” do participante é produzido pela sombra que se projeta no chão em cima da “tela” do jogo (e não por intensidade da pisada como alguns acham). São vários joguinhos, mas todos eles têm a mesma idéia de que o participante, cuja sombra representa uma área de pixels, não pode ser encostado por outra área de pixels (uma bola gigante), ou então ele “morre”. Na foto abaixo não dá para visualizar tão bem, mas… qualquer semelhança com o Pong, o primeiro video games inventado, terá sido mera coincidência?

Apesar das críticas, recomenda-se fortemente a visita à exposição. Fica até 20 de abril no Santander Cultural.



Categoria: Bobagem média, Design, Inovação, Tecnologia
By admin | 10/04/2008


Sentimento!

Sempre fico emocionada quando vejo uma nova tecnologia muito revolucionária, mas essa chegou a dar um arrepiozinho na espinha daqueles que te deixa inquieta.

O meu filme preferido de todos os tempos é o 2001: uma odisséia no espaço, do Kubrick. Ele todo é perfeito, mas uma das coisas que sempre me atraiu nele são os cenários “paleofuture” da nave espacial. É tudo tão redondinho, tão fofinho, com branco combinando com as cores certas. E toda aquela estória de compartimentos em cima e em baixo, com tudo em seu lugar e “espaço-moças” caminhando no teto tem alguma coisa que mal consigo explicar por que, mas que mexe com as profundezas do meu eu. Não sei, acho que me lembra alguma coisa da minha tenra infância de viagens em traylers e aviões que têm uma estética muito semelhante. Deve ser alguma memória de algo que não lembro, sei que essas imagens sempre me passaram uma sensação de conforto e bem-estar.

Então, hoje vendo esse site me emocionei… não sei se ia gostar de morar em um lugar que fosse todo assim, mas certamente queria um escritório e quarto nesse estilo.

MUITO SHOW!!!